O que as empresas brasileiras estão buscando em treinamento agora

Esta semana o setor de T&D brasileiro se reúne: o MoodleMoot Brasil 2026 acontece nos dias 10 e 11 de setembro, em São Paulo, com o tema "ecossistemas de aprendizagem" e um bloco inteiro sobre IA. É um bom momento para parar e olhar o quadro: o que as empresas do Brasil estão de fato procurando quando falam em treinar suas equipes? Reunimos os sinais mais recentes do mercado, e o que cada um deles significa na hora de escolher a plataforma.
1. O treinamento virou item de orçamento, mas o Brasil ainda investe pouco
A pesquisa Panorama do Treinamento no Brasil 2025/2026, da ABTD, ouviu 443 empresas e mostra que o T&D estabilizou em torno de 1,7% da folha, algo como ~R$ 1,2 mil por colaborador ao ano. Parece consolidado, até você comparar: nos Estados Unidos esse número passa de R$ 6 mil por colaborador. Ou seja, a maioria das empresas brasileiras já tem verba de treinamento definida, mas trabalha com um orçamento enxuto.
O que isso muda na prática: cada real precisa render. Plataforma com custo por aluno, licença cara e conteúdo que ninguém termina viram desperdício rápido. É exatamente onde soluções sem custo por aluno (como o Moodle) e uma implantação bem pensada fazem diferença: não pela moda, mas pela conta fechar.
2. Desenvolver líderes virou a prioridade número um
Entre os temas de treinamento, o desenvolvimento de lideranças passou à frente de clássicos como saúde mental e comunicação interna, aparecendo como prioridade para a maioria das empresas ouvidas. Traduzindo para a plataforma: cresce a demanda por trilhas de desenvolvimento (não cursos soltos), acompanhamento de progresso ao longo do tempo e certificação, recursos que um LMS bem configurado entrega, e uma "pasta de PDFs no Drive" não.
3. Aprender no fluxo do trabalho, não em um evento à parte
A tendência mais citada para 2026 é o learning in the flow of work: o treinamento acontece no momento da necessidade, conectado a um problema real, e não num "dia de treinamento" descolado da rotina. Na escolha da plataforma isso puxa duas coisas: acesso fácil pelo celular e conteúdo em pedaços curtos, encontráveis quando o colaborador precisa, em vez de um curso de 4 horas que ninguém abre.
4. IA, mas a pergunta certa mudou
IA é o assunto do ano no T&D: recomendar conteúdo, identificar lacunas de conhecimento, ajudar a criar material e avaliações. Só que a pergunta das empresas sérias deixou de ser "tem IA?" e passou a ser "para onde vão os meus dados quando a IA trabalha?". Com LGPD no radar, roda-a-IA-no-meu-servidor virou critério, e é justamente o caminho que o Moodle 5 abriu com IA nativa local. Escrevemos sobre isso em IA no treinamento sem entregar seus dados.
5. Provar impacto, não só registrar presença
O mercado está cansado de medir "horas assistidas". A cobrança agora é por impacto real: mudança de comportamento, melhoria operacional, evolução de performance. Isso eleva o valor de um LMS com relatórios sérios, quem concluiu, quando, com que nota, com que reciclagem pendente, e de padrões de rastreamento como SCORM e xAPI, que ligam o treinamento a dados de negócio.
6. Falar português, cumprir a LGPD e conversar com os sistemas de casa
Por último, o mais concreto: as empresas querem plataforma com suporte em português, conformidade com a LGPD e integração com o que já roda dentro de casa (ERPs e sistemas de RH como TOTVS e SAP). Não é glamour: é o que faz o projeto sobreviver ao segundo ano.
O que fazer com tudo isso
Repare que nenhum desses seis pontos é "compre a plataforma X". São critérios. A plataforma certa para uma indústria com NRs e turnos não é a mesma de uma software house que treina devs, nem a de uma rede de franquias fazendo onboarding em escala. É por isso que a nossa recomendação começa sempre pelo objetivo, não pelo software, e às vezes a resposta é Moodle, às vezes não. Se quiser, a gente olha o seu caso e diz onde o seu real rende mais.
Fontes: ABTD, Panorama do Treinamento no Brasil 2025/2026 (443 empresas); MoodleMoot Brasil 2026 (10-11 set, São Paulo). Dados de investimento e prioridades variam por porte e setor e refletem a edição citada da pesquisa; confira a fonte original para o número aplicável ao seu caso. Consulta: setembro de 2026.
Perguntas frequentes
Quanto as empresas brasileiras investem em treinamento?
Segundo a pesquisa ABTD Panorama do Treinamento no Brasil 2025/2026, o investimento gira em torno de 1,7% da folha, cerca de R$ 1,2 mil por colaborador ao ano: bem abaixo dos Estados Unidos.
Quais as prioridades de T&D no Brasil em 2026?
Desenvolvimento de lideranças, aprendizado no fluxo de trabalho, uso de IA, prova de impacto real (não só horas assistidas) e integração com sistemas de RH, com suporte em português e conformidade com a LGPD.